Queridos alunos.
Voces devem estar ouvindo um monte de bobagens por estes dias. Parece que algumas pessoas ainda estão no tempo da DITADURA !
Só lembrando aquilo que é obrigação de todos os brasileiros conhecerem !
Infelizmente ainda tem um bando de professor que não conhece !
A Constituição de 1988 dispõe em seu art. 9º:
"É assegurado o direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender"
quinta-feira, 25 de março de 2010
quarta-feira, 24 de março de 2010
Aviso sobre a Greve ! Distribuído aos alunos 24/3 ! Divulguem !
Você conhece o Edital da FUVEST ? É por isso que estou em greve !
Confira com os seus ‘livrinhos’ e tire suas conclusões !
Oiê Bom Dia ! Lembra de mim? Ou já me Esqueceu ? Pois, Eu não esqueci de vocês !
E Hj vim aqui trazer novas informações da GREVE! E de outras coisas também!
Interessa pra vc ?? - Alguém ainda fala nisso ? Ou vocês engoliram a história de que faço Politicagem’?????????????????? Aliás, é sempre bom lembrar :
‘O Problema de quem não gosta de política é ser mandado por quem gosta !’
Aliás, também ainda tem um monte de gente que fica falando que a ‘greve’ é política, mas não pára de repetir o discurso do Governo. Interessante , né? Tem professor que já está até parecendo Secretário das Finanças do Serra ! De tanto que defende o ‘orçamento’ do Governo que diminuiu a verba da Educação e mais que triplicou a da Propaganda ! ( Isso está nos Jornais ! Não fui eu que inventei !)
E Eu quero mesmo falar de ‘ POLÍTICA’: = POLÍTICA ‘EDUCACIONAL’!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Essa Interessa Pra vc ? Pois bem : Vc sabia que :
A proposta pedagógica da Secretaria de Educação de SP = Retirou na cara dura ( e não contou prá ninguém!) um monte de conteúdos que quem vai fazer vestibular tem que conhecer ??(*fim da página!)
SABIA ????
Vc acha que isso é interessante ? Ou tanto faz ??? Conheça o edital da FUVEST (SITE ABAIXO) (o vestibular + importante do país) - Pega uma cópia e confere com os assuntos dos ‘livrinhos’ que o Governo nos obriga a usar com vocês – e depois me diz o que você descobriu !!!! Valeu ? Ah..tem mais :
Aproveita o edital da FUVEST, e verifica se o material didático do Governo é o mais adequado !
E claro que algumas pessoas vão falar que eu estou fazendo ‘ politicagem’ inclusive PRA QUEM GOSTA DE FALAR DOS OUTROS, Só mais UM RECADO : PELA MINHA PARALIZAÇÃO JÁ ESTOU PERDENDO 75% DO MEU SALÁRIO NESTE MÊS !!!!!! Só não acho justo os alunos (bacanas) de escolas particulares serem beneficiados e vocês- DESCARADAMENTE PREJUDICADOS –Pq O Serra não obriga as particulares a usarem o mesmo ‘material didático’??? Estranho, né? - Pense nisso . Vc acha correto ? Amanhã quem vai ter mais chance nos bons Vestibulares ? Isso pra vc é ‘politicagem’ Você acha que eu não devo falar sobre isso ?? Fazer de conta que está tudo bem ?? Concordar com o tratamento diferenciado da Sec. da Educação ??
Vou deixar com o Grêmio alguns documentos que vcs devem conhecer! Ok ? Confira na página da Folha SP as discussões sobre o que está acontecendo ! Obrigado pela atenção e pela paciência ! BJOS e ABRAÇOS http://www.fuvest.br/vest2010/manual/manual_fuvest_2010.pdf HISTÓRIA
Este programa está constituído por um conjunto de temas que tratam da História do Brasil, da América e Geral, esta última centrada no Mediterrâneo e na Europa. Do candidato, espera-se que, com base
no conhecimento desses conteúdos, saiba a) operar com os conceitos básicos do saber histórico: com a relação passadopresentee as várias modalidades do tempo-histórico;b) identificar, distinguir e relacionar fenômenos históricos; c) que o passado pode ser conhecido através das mais variadas fontes, que vão muito além dos documentos oficiais; d ) q u e o u s o , c o m p r e e n s ã o e valorização dessas fontes dependem das interpretações dos historiadores e estas, por sua vez, do contexto em que eles vive(ra)m.
PROGRAMA
I - História do Brasil 1. A Pré-história e as origens do homem americano. 2. Populações indígenas do Brasil:
experiências antes da conquista, r e s i s t ê n c i a s e a c o m o d a ç õ e s à colonização. 3. O sistema colonial: organização política e administrativa.4. A economia colonial: extrativismo, agricultura, pecuária, mineração e
comércio. 5. A interiorização e a formação das fronteiras. 6. Escravos e homens livres na Colônia. 7. Religião, cultura e educação na Colônia. 8. Os negros no Brasil: culturas e confrontos. 9 . R e b e l i õ e s e t e n t a t i v a s d e
emancipação. 1 0 . O p e r í o d o j o a n i n o e a Independência. 11. Primeiro Reinado e Regência: organização do Estado e lutas políticas. 12. Segundo Reinado: economia, política e manifestações culturais. 13. Escravidão, indígenas e homens livres no século XIX. 14. Imigração e abolição. 15. A crise do Império e o advento da
República. 16. Confrontos e aproximações entre Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai (séculos XIX e XX).
17. Movimentos sociais no campo e nas cidades no período republicano. 18. Política e Cultura no Brasil
República. 19. As transformações da condição feminina depois da 2a Guerra Mundial. 20. O sistema político atual.
Confira com os seus ‘livrinhos’ e tire suas conclusões !
Oiê Bom Dia ! Lembra de mim? Ou já me Esqueceu ? Pois, Eu não esqueci de vocês !
E Hj vim aqui trazer novas informações da GREVE! E de outras coisas também!
Interessa pra vc ?? - Alguém ainda fala nisso ? Ou vocês engoliram a história de que faço Politicagem’?????????????????? Aliás, é sempre bom lembrar :
‘O Problema de quem não gosta de política é ser mandado por quem gosta !’
Aliás, também ainda tem um monte de gente que fica falando que a ‘greve’ é política, mas não pára de repetir o discurso do Governo. Interessante , né? Tem professor que já está até parecendo Secretário das Finanças do Serra ! De tanto que defende o ‘orçamento’ do Governo que diminuiu a verba da Educação e mais que triplicou a da Propaganda ! ( Isso está nos Jornais ! Não fui eu que inventei !)
E Eu quero mesmo falar de ‘ POLÍTICA’: = POLÍTICA ‘EDUCACIONAL’!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Essa Interessa Pra vc ? Pois bem : Vc sabia que :
A proposta pedagógica da Secretaria de Educação de SP = Retirou na cara dura ( e não contou prá ninguém!) um monte de conteúdos que quem vai fazer vestibular tem que conhecer ??(*fim da página!)
SABIA ????
Vc acha que isso é interessante ? Ou tanto faz ??? Conheça o edital da FUVEST (SITE ABAIXO) (o vestibular + importante do país) - Pega uma cópia e confere com os assuntos dos ‘livrinhos’ que o Governo nos obriga a usar com vocês – e depois me diz o que você descobriu !!!! Valeu ? Ah..tem mais :
Aproveita o edital da FUVEST, e verifica se o material didático do Governo é o mais adequado !
E claro que algumas pessoas vão falar que eu estou fazendo ‘ politicagem’ inclusive PRA QUEM GOSTA DE FALAR DOS OUTROS, Só mais UM RECADO : PELA MINHA PARALIZAÇÃO JÁ ESTOU PERDENDO 75% DO MEU SALÁRIO NESTE MÊS !!!!!! Só não acho justo os alunos (bacanas) de escolas particulares serem beneficiados e vocês- DESCARADAMENTE PREJUDICADOS –Pq O Serra não obriga as particulares a usarem o mesmo ‘material didático’??? Estranho, né? - Pense nisso . Vc acha correto ? Amanhã quem vai ter mais chance nos bons Vestibulares ? Isso pra vc é ‘politicagem’ Você acha que eu não devo falar sobre isso ?? Fazer de conta que está tudo bem ?? Concordar com o tratamento diferenciado da Sec. da Educação ??
Vou deixar com o Grêmio alguns documentos que vcs devem conhecer! Ok ? Confira na página da Folha SP as discussões sobre o que está acontecendo ! Obrigado pela atenção e pela paciência ! BJOS e ABRAÇOS http://www.fuvest.br/vest2010/manual/manual_fuvest_2010.pdf HISTÓRIA
Este programa está constituído por um conjunto de temas que tratam da História do Brasil, da América e Geral, esta última centrada no Mediterrâneo e na Europa. Do candidato, espera-se que, com base
no conhecimento desses conteúdos, saiba a) operar com os conceitos básicos do saber histórico: com a relação passadopresentee as várias modalidades do tempo-histórico;b) identificar, distinguir e relacionar fenômenos históricos; c) que o passado pode ser conhecido através das mais variadas fontes, que vão muito além dos documentos oficiais; d ) q u e o u s o , c o m p r e e n s ã o e valorização dessas fontes dependem das interpretações dos historiadores e estas, por sua vez, do contexto em que eles vive(ra)m.
PROGRAMA
I - História do Brasil 1. A Pré-história e as origens do homem americano. 2. Populações indígenas do Brasil:
experiências antes da conquista, r e s i s t ê n c i a s e a c o m o d a ç õ e s à colonização. 3. O sistema colonial: organização política e administrativa.4. A economia colonial: extrativismo, agricultura, pecuária, mineração e
comércio. 5. A interiorização e a formação das fronteiras. 6. Escravos e homens livres na Colônia. 7. Religião, cultura e educação na Colônia. 8. Os negros no Brasil: culturas e confrontos. 9 . R e b e l i õ e s e t e n t a t i v a s d e
emancipação. 1 0 . O p e r í o d o j o a n i n o e a Independência. 11. Primeiro Reinado e Regência: organização do Estado e lutas políticas. 12. Segundo Reinado: economia, política e manifestações culturais. 13. Escravidão, indígenas e homens livres no século XIX. 14. Imigração e abolição. 15. A crise do Império e o advento da
República. 16. Confrontos e aproximações entre Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai (séculos XIX e XX).
17. Movimentos sociais no campo e nas cidades no período republicano. 18. Política e Cultura no Brasil
República. 19. As transformações da condição feminina depois da 2a Guerra Mundial. 20. O sistema político atual.
terça-feira, 16 de março de 2010
Os Motivos da Minha Greve ! Divulguem !
Olá Pessoal.
Pra quem não sabe hj estive na escola e entreguei algumas folhas ao Grêmio para divulgação as alunos sobre a Greve e sobre a minha posição. É importante que todos saibam disso.
Reproduzo aqui o teor destes informes.
Por favor repassem aos colegas para que todos recebam estas informações .
Obrigado Prof Milton
Os motivos da minha greve : Prof Milton
““Contra reformas que prejudiquem a educação, o ensino fundamental, o ensino médio;” *
* Um dos principais ítens da PAUTA DE REINVIDICAÇÕES das entidades do magistério : APEOESP,CPP, UDEMO, etc
Como já falei para todos os meus alunos : O maior prejudicado pela política educacional do Governo de SP são vocês !
É por vocês que PROFESSORES como eu estão protestando !
Só quero ter o direito de poder levar para vocês a mesma qualidade de aulas que me deixam fazer cursinhos e particulares !
Será que todas as melhores escolas de SP e os melhores cursinhos estão errados?
Será que só a Secretaria de Educação está certa em retirar as tradicionais aulas de História do Brasil do programa do Ensino Médio ??
· Será que a Secretaria se preocupa de verdade com alunos como vocês que sonham com vestibulares e concursos ? Pois estas provas não abandonaram a História do Brasil em suas questões !
· É só conferir e perceber o tamanho deste absurdo !
· Tenho orgulho de ter ajudado vários alunos desta escola a conseguirem bons resultados em vestibulares e concursos !
· Ninguém vai me convencer que vocês não tem o mesmo direito !
E por falar em Política e Educação : EDUCAÇÃO E A POLÍTICA SEGUNDO PAULO FREIRE,
FLORESTAN FERNANDES E OUTROS MENOS FAMOSOS !
‘NÃO posso ser professor sem me pôr diante dos alunos, sem revelar com facilidade ou relutância minha maneira de ser, de PENSAR POLITICAMENTE’
Se somos educadores, somos POLÍTICOS (in: SERBINO e outros, 1998:46).
“(...) a educação não vira política por causa da decisão deste ou daquele educador. ELA É POLITICA” (1997:124).
“(...) já NÃO é mais possível falar em NEUTRALIDADE do ato educativo, ou ainda, segundo FERNANDES, separar o cidadão do cientista e do professor...(...)”
· “ (...) o professor e a professora que atuam no processo de ensino/aprendizagem, confirmam-se também como POLÍTICOS porque mergulhados na luta entre as diferentes forças que constituem esse espaço escolar.(...)”
· “(...) Não basta dizer que a educação é um ato político assim como não basta dizer que o ato político é também educativo. É PRECISO REALMENTE ASSUMIR A POLITICIDADE DA EDUCAÇÃO(...)”
· “ Como prática política, a prática docente passa pela atitude de o professor e a professora, como profissionais políticos da educação, abrirem-se à participação política que é própria do processo educativo quando entendido como um caminho para a realização do ser humano em sociedade.(...) “ e de acordo com FREIRE: “A raiz mais profunda da politicidade da educação se acha na educabilidade mesma do ser humano, que se funda na sua natureza inacabada e da qual se tornou consciente. Inacabado e consciente de seu inacabamento histórico, necessariamente o ser humano se faria um ser ético, um ser de opção, de decisão.” (1997:124)
· “ (...) para que a formação permanente do professor e da professora seja AUTÊNTICA, é necessário que ela se funde na experiência de viver a tensão dialética entre teoria e prática (p.14) impossivelmente neutra, a prática educativa coloca ao educador o imperativo de “decidir”, portanto, de “romper” e de optar por um sujeito participante e não por um objeto manipulado(...)”. (In: CASTELLS e outros, 1996:55)“(...) sendo a escola esse espaço público e de participação democrática, portanto político, o professor e a professora que nela exercem sua prática docente, como já foi colocado anteriormente, são também políticos. E políticos porque imersos na luta entre diferentes forças que se enfrentam numa dinâmica escolar, pois, segundo FREIRE, os conflitos sociais, O JOGO DE INTERESSES, asCONTRADIÇÕES que se dão no corpo da SOCIEDADE se refletem necessariamente no espaço das ESCOLAS(...) “ (1993:102).
“ (...) É essa coragem que faz o professor e a professora, profissionais políticos da educação, ficarem mais próximos e comprometidos com aquilo que, segundo FREIRE (1995), não deve faltar nas suas relações com os alunos e as alunas: a permanente disposição em favor da justiça, da liberdade, do direito de ser”
Referências bibliográficas FERNANDES, Florestan. A formação política e o trabalho do professor. In: CATANI, Denice
Bárbara, MIRANDA, Hercília Tavares et al. (Orgs.). Universidade, escola e formação de professores. São Paulo : Brasiliense, 1987. p. 13-37. FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia : saberes necessários à prática educativa. 3. ed. São Paulo : Paz e Terra, 1997. . Política e educação. 2. ed. São Paulo : Cortez, 1993. . Professora sim, tia não : cartas a quem ousa ensinar. São Paulo : Olho d’Água, 1995. . Pedagogia da esperança : um reencontro com a pedagogia do oprimido. 3. ed. São Paulo : Paz e Terra, 1994. ______ . Educação e participação comunitária. In CASTELLS, Manuel, FLECHA, Ramón, FREIRE, Paulo et al. Novas perspectivas críticas em educação. Porto Alegre : Artes Médicas, 1996. p. 53-61. . Novos tempos, velhos problemas. In SERBINO, Raquel V., RIBEIRO, Ricardo et al. (Orgs.). Formação de professores. São Paulo : Fundação Editora da UNESP, 1988. p. 41-47. . SHOR, Ira. Medo e ousadia : o cotidiano do professor. 2. ed. Rio de Janeiro : Paz e Terra, 1987.
Alguns detalhes dos :PCNs : PRINCÍPIOS E FUNDAMENTOS DOS PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS e da LDB Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Voce sabia ?
1- Na sociedade democrática, ao contrário do que ocorre nos regimes autoritários, o processo educacional não pode ser instrumento para a imposição, por parte do governo, de um projeto de sociedade e de nação. Tal projeto deve resultar do próprio processo democrático, nas suas dimensões mais amplas, envolvendo a contraposição de diferentes interesses e a negociação política necessária para encontrar soluções para os conflitos sociais.*
2- Nos anos 70 proliferou o que se chamou de “tecnicismo educacional”, inspirado nas teorias behavioristas da aprendizagem e da abordagem sistêmica do ensino, que definiu uma prática pedagógica altamente controlada e dirigida pelo professor, com atividades mecânicas inseridas numa proposta educacional rígida e passível de ser totalmente programada em detalhes. A supervalorização da tecnologia programada de ensino trouxe conseqüências: a escola se revestiu de uma grande auto-suficiência, reconhecida por ela e por toda a comunidade atingida, criando assim a falsa idéia de que aprender não é algo natural do ser humano, mas que depende exclusivamente de especialistas e de técnicas. O que é valorizado nessa perspectiva não é o professor,mas a tecnologia; o professor passa a ser um mero especialista na aplicação de manuais e sua criatividade fica restrita aos limites possíveis e estreitos da técnica utilizada. A função do aluno é reduzida a um indivíduo que reage aos estímulos de forma a corresponder às respostas esperadas pela escola, para ter êxito e avançar. Seus interesses e seu processo particular não são considerados e a atenção que recebe é para ajustar seu ritmo de aprendizagem ao programa que o professor deve implementar. Essa orientação foi dada para as escolas pelos organismos oficiais durante os anos 60, e até hoje está presente em muitos materiais didáticos com caráter estritamente técnico e instrumental.*
3- A importância dada aos conteúdos revela um compromisso da instituição escolar em garantir o acesso aos saberes elaborados socialmente, pois estes se constituem como instrumentos para o desenvolvimento, a socialização, o exercício da cidadania democrática e a atuação no sentido de refutar ou reformular as deformações dos conhecimentos, as imposições de crenças dogmáticas e a petrificação de valores. Os conteúdos escolares que são ensinados devem, portanto, estar em consonância com as questões sociais que marcam cada momento histórico.*
4- O Ensino Médio passa a ter a característica da terminalidade, o que significa assegurar a todos os cidadãos a oportunidade de consolidar e aprofundar os conhecimentos adquiridos no Ensino Fundamental; aprimorar o educando como pessoa humana; possibilitar o prosseguimento de estudos; garantir a preparação básica para o trabalho e a cidadania; (...)O Ensino Médio, portanto, é a etapa final de uma educação de caráter geral, afinada com a contemporaneidade, com a construção de competências básicas, que situem o educando como sujeito produtor de conhecimento e participante do mundo do trabalho, e com o desenvolvimento da pessoa, como “sujeito em situação” – cidadão. (...)Na perspectiva da nova Lei, o Ensino Médio, como parte da educação escolar, “deverá vincular-se ao mundo do trabalho e à prática social” (Art.1º § 2º da Lei nº 9.394/96). Essa vinculação é orgânica e deve contaminar toda a prática educativa escolar.*
5- A centralidade do conhecimento nos processos de produção e organização da vida social rompe com o paradigma segundo o qual a educação seria um instrumento de “conformação”do futuro profissional ao mundo do trabalho. Disciplina, obediência, respeito restrito às regras estabelecidas, condições até então necessárias para a inclusão social, via profissionalização, perdem a relevância, face às novas exigências colocadas pelo desenvolvimento tecnológico e social. (...) A expansão da economia pautada no conhecimento caracteriza-se também por fatos sociais que comprometem os processos de solidariedade e coesão social, quais sejam a exclusão e a segmentação com todas as conseqüências hoje presentes: o desemprego, a pobreza, a violência, a intolerância.(...) Um outro dado a considerar diz respeito à necessidade do desenvolvimento das competências básicas tanto para o exercício da cidadania quanto para o desempenho de atividades profissionais.*
1. PRINCÍPIOS E FUNDAMENTOS DOS PCNs http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro01.pdf 2. Fundamentos dos PCNs A TRADIÇÃO PEDAGÓGICA BRASILEIRA 3. Fonte : Fundamentos dos PCNs ESCOLA E CONSTITUIÇÃO DA CIDADANIA 4. Fonte : PCNs Ensino Médio Capítulo : A LDB e a reforma curricular do Ensino Médio 5. Fonte : Parâmetros Curriculares Nacionais Ensino Médio Capítulo : O papel da educação na sociedade tecnológica
Saiba mais :
No dia 26/02 o Governo do Estado de São Paulo divulgou o documento Valorização do Professor. Apesar do título, o citado texto destina-se a divulgar análise sobre os resultados do Saresp 2009, que o governo considerou positivos. Entretanto, especialistas ouvidos pelo jornal Folha de S. Paulo (27/02/2010) consideraram os resultados “pífios” e “insuficientes”.
Analistas também destacaram mudança de metodologia, que permite aumentar o número de alunos com desempenho “suficiente”, o que dificulta um acompanhamento da real evolução da educação pública estadual. O mais grave é que, até o momento, ao contrário de anos anteriores, o governo não divulgou detalhes da metodologia utilizada, uma informação de alto interesse público.
Como já se tornou praxe, o governo destaca o que considera “resultados positivos” do Saresp como conseqüências da “política educacional” que vem sendo implementada e, os aspectos negativos, efeitos da má formação dos professores.
O fato, porém, é que não existe política educacional no estado de São Paulo; apenas medidas pontuais, tomadas ao sabor dos acontecimentos, ou dos resultados desta e daquela avaliação, sem um fio de continuidade. Ou melhor, o fio de continuidade é sempre a tentativa de culpar o professor pelos maus indicadores da educação.
O que o governo chama de “política educacional” está centrada no que poderíamos denominar de “obsessão avaliatória”. Dos quatro eixos apontados pelo governo como pilares de sua política educacional, três estão ancorados em avaliações, mas o primeiro deles (os padrões curriculares) tem também um forte vínculo com a avaliação dos professores, pois determina os conteúdos destas avaliações.
O governo auto-elogia os padrões curriculares que adota, mas eles são questionáveis. Que currículo é este? Com quem e onde foi debatido? Os professores foram consultados? Com base em que concepção de educação, de Estado, de cidadão, ele foi formulado? Acreditamos que o governo não tem respostas para estas questões.
O estudo Proposta Curricular do Estado de São Paulo: Uma Análise Crítica, publicado pela APEOESP e demais entidades do magistério, com a colaboração de especialistas, mostra que a adoção de guias curriculares, nos moldes definidos pela SE, engessa o processo educativo, desconhece as realidades específicas de cada comunidade e as necessidades reais dos alunos.
A forma como o Estado organiza o processo ensino-aprendizagem retira do professor prerrogativas fundamentais, praticamente reduzindo-o à função de um executor em sala de aula, que deve aplicar conteúdos formatados e impostos à sua revelia. Além disso, retira do conselho de escola a possibilidade de formular e implementar o projeto político-pedagógico da unidade escolar, função que lhe é própria e deveria ser incentivada.
Toda a sociedade paulista acompanhou, há um ano, a série de escândalos envolvendo os materiais didáticos e paradidáticos produzidos pela Secretaria Estadual da Educação. Mapas da América do Sul contendo dois Paraguais e nenhum Equador; livros contendo linguagem inadequada para as crianças aos quais foram distribuídos; incitação à violência e outros problemas foram detectados.O Governo, após grande repercussão dos casos, recolheu os materiais, mas nada foi convincentemente esclarecido até hoje e não houve ressarcimento aos cofres públicos.
Preocupa-nos verificar, em uma das entrevistas concedidas pelo secretário da Educação a afirmação de que ampliação do acesso provoca a queda na média das avaliações. Para nós, não há razão para existir esta dicotomia entre quantidade e qualidade. A ampliação do acesso tem que ser pensada juntamente com perspectivas de qualidade do ensino. Do contrário, o acesso se torna mera passagem, e não é isto que queremos na educação.
Pra quem não sabe hj estive na escola e entreguei algumas folhas ao Grêmio para divulgação as alunos sobre a Greve e sobre a minha posição. É importante que todos saibam disso.
Reproduzo aqui o teor destes informes.
Por favor repassem aos colegas para que todos recebam estas informações .
Obrigado Prof Milton
Os motivos da minha greve : Prof Milton
““Contra reformas que prejudiquem a educação, o ensino fundamental, o ensino médio;” *
* Um dos principais ítens da PAUTA DE REINVIDICAÇÕES das entidades do magistério : APEOESP,CPP, UDEMO, etc
Como já falei para todos os meus alunos : O maior prejudicado pela política educacional do Governo de SP são vocês !
É por vocês que PROFESSORES como eu estão protestando !
Só quero ter o direito de poder levar para vocês a mesma qualidade de aulas que me deixam fazer cursinhos e particulares !
Será que todas as melhores escolas de SP e os melhores cursinhos estão errados?
Será que só a Secretaria de Educação está certa em retirar as tradicionais aulas de História do Brasil do programa do Ensino Médio ??
· Será que a Secretaria se preocupa de verdade com alunos como vocês que sonham com vestibulares e concursos ? Pois estas provas não abandonaram a História do Brasil em suas questões !
· É só conferir e perceber o tamanho deste absurdo !
· Tenho orgulho de ter ajudado vários alunos desta escola a conseguirem bons resultados em vestibulares e concursos !
· Ninguém vai me convencer que vocês não tem o mesmo direito !
E por falar em Política e Educação : EDUCAÇÃO E A POLÍTICA SEGUNDO PAULO FREIRE,
FLORESTAN FERNANDES E OUTROS MENOS FAMOSOS !
‘NÃO posso ser professor sem me pôr diante dos alunos, sem revelar com facilidade ou relutância minha maneira de ser, de PENSAR POLITICAMENTE’
Se somos educadores, somos POLÍTICOS (in: SERBINO e outros, 1998:46).
“(...) a educação não vira política por causa da decisão deste ou daquele educador. ELA É POLITICA” (1997:124).
“(...) já NÃO é mais possível falar em NEUTRALIDADE do ato educativo, ou ainda, segundo FERNANDES, separar o cidadão do cientista e do professor...(...)”
· “ (...) o professor e a professora que atuam no processo de ensino/aprendizagem, confirmam-se também como POLÍTICOS porque mergulhados na luta entre as diferentes forças que constituem esse espaço escolar.(...)”
· “(...) Não basta dizer que a educação é um ato político assim como não basta dizer que o ato político é também educativo. É PRECISO REALMENTE ASSUMIR A POLITICIDADE DA EDUCAÇÃO(...)”
· “ Como prática política, a prática docente passa pela atitude de o professor e a professora, como profissionais políticos da educação, abrirem-se à participação política que é própria do processo educativo quando entendido como um caminho para a realização do ser humano em sociedade.(...) “ e de acordo com FREIRE: “A raiz mais profunda da politicidade da educação se acha na educabilidade mesma do ser humano, que se funda na sua natureza inacabada e da qual se tornou consciente. Inacabado e consciente de seu inacabamento histórico, necessariamente o ser humano se faria um ser ético, um ser de opção, de decisão.” (1997:124)
· “ (...) para que a formação permanente do professor e da professora seja AUTÊNTICA, é necessário que ela se funde na experiência de viver a tensão dialética entre teoria e prática (p.14) impossivelmente neutra, a prática educativa coloca ao educador o imperativo de “decidir”, portanto, de “romper” e de optar por um sujeito participante e não por um objeto manipulado(...)”. (In: CASTELLS e outros, 1996:55)“(...) sendo a escola esse espaço público e de participação democrática, portanto político, o professor e a professora que nela exercem sua prática docente, como já foi colocado anteriormente, são também políticos. E políticos porque imersos na luta entre diferentes forças que se enfrentam numa dinâmica escolar, pois, segundo FREIRE, os conflitos sociais, O JOGO DE INTERESSES, asCONTRADIÇÕES que se dão no corpo da SOCIEDADE se refletem necessariamente no espaço das ESCOLAS(...) “ (1993:102).
“ (...) É essa coragem que faz o professor e a professora, profissionais políticos da educação, ficarem mais próximos e comprometidos com aquilo que, segundo FREIRE (1995), não deve faltar nas suas relações com os alunos e as alunas: a permanente disposição em favor da justiça, da liberdade, do direito de ser”
Referências bibliográficas FERNANDES, Florestan. A formação política e o trabalho do professor. In: CATANI, Denice
Bárbara, MIRANDA, Hercília Tavares et al. (Orgs.). Universidade, escola e formação de professores. São Paulo : Brasiliense, 1987. p. 13-37. FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia : saberes necessários à prática educativa. 3. ed. São Paulo : Paz e Terra, 1997. . Política e educação. 2. ed. São Paulo : Cortez, 1993. . Professora sim, tia não : cartas a quem ousa ensinar. São Paulo : Olho d’Água, 1995. . Pedagogia da esperança : um reencontro com a pedagogia do oprimido. 3. ed. São Paulo : Paz e Terra, 1994. ______ . Educação e participação comunitária. In CASTELLS, Manuel, FLECHA, Ramón, FREIRE, Paulo et al. Novas perspectivas críticas em educação. Porto Alegre : Artes Médicas, 1996. p. 53-61. . Novos tempos, velhos problemas. In SERBINO, Raquel V., RIBEIRO, Ricardo et al. (Orgs.). Formação de professores. São Paulo : Fundação Editora da UNESP, 1988. p. 41-47. . SHOR, Ira. Medo e ousadia : o cotidiano do professor. 2. ed. Rio de Janeiro : Paz e Terra, 1987.
Alguns detalhes dos :PCNs : PRINCÍPIOS E FUNDAMENTOS DOS PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS e da LDB Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Voce sabia ?
1- Na sociedade democrática, ao contrário do que ocorre nos regimes autoritários, o processo educacional não pode ser instrumento para a imposição, por parte do governo, de um projeto de sociedade e de nação. Tal projeto deve resultar do próprio processo democrático, nas suas dimensões mais amplas, envolvendo a contraposição de diferentes interesses e a negociação política necessária para encontrar soluções para os conflitos sociais.*
2- Nos anos 70 proliferou o que se chamou de “tecnicismo educacional”, inspirado nas teorias behavioristas da aprendizagem e da abordagem sistêmica do ensino, que definiu uma prática pedagógica altamente controlada e dirigida pelo professor, com atividades mecânicas inseridas numa proposta educacional rígida e passível de ser totalmente programada em detalhes. A supervalorização da tecnologia programada de ensino trouxe conseqüências: a escola se revestiu de uma grande auto-suficiência, reconhecida por ela e por toda a comunidade atingida, criando assim a falsa idéia de que aprender não é algo natural do ser humano, mas que depende exclusivamente de especialistas e de técnicas. O que é valorizado nessa perspectiva não é o professor,mas a tecnologia; o professor passa a ser um mero especialista na aplicação de manuais e sua criatividade fica restrita aos limites possíveis e estreitos da técnica utilizada. A função do aluno é reduzida a um indivíduo que reage aos estímulos de forma a corresponder às respostas esperadas pela escola, para ter êxito e avançar. Seus interesses e seu processo particular não são considerados e a atenção que recebe é para ajustar seu ritmo de aprendizagem ao programa que o professor deve implementar. Essa orientação foi dada para as escolas pelos organismos oficiais durante os anos 60, e até hoje está presente em muitos materiais didáticos com caráter estritamente técnico e instrumental.*
3- A importância dada aos conteúdos revela um compromisso da instituição escolar em garantir o acesso aos saberes elaborados socialmente, pois estes se constituem como instrumentos para o desenvolvimento, a socialização, o exercício da cidadania democrática e a atuação no sentido de refutar ou reformular as deformações dos conhecimentos, as imposições de crenças dogmáticas e a petrificação de valores. Os conteúdos escolares que são ensinados devem, portanto, estar em consonância com as questões sociais que marcam cada momento histórico.*
4- O Ensino Médio passa a ter a característica da terminalidade, o que significa assegurar a todos os cidadãos a oportunidade de consolidar e aprofundar os conhecimentos adquiridos no Ensino Fundamental; aprimorar o educando como pessoa humana; possibilitar o prosseguimento de estudos; garantir a preparação básica para o trabalho e a cidadania; (...)O Ensino Médio, portanto, é a etapa final de uma educação de caráter geral, afinada com a contemporaneidade, com a construção de competências básicas, que situem o educando como sujeito produtor de conhecimento e participante do mundo do trabalho, e com o desenvolvimento da pessoa, como “sujeito em situação” – cidadão. (...)Na perspectiva da nova Lei, o Ensino Médio, como parte da educação escolar, “deverá vincular-se ao mundo do trabalho e à prática social” (Art.1º § 2º da Lei nº 9.394/96). Essa vinculação é orgânica e deve contaminar toda a prática educativa escolar.*
5- A centralidade do conhecimento nos processos de produção e organização da vida social rompe com o paradigma segundo o qual a educação seria um instrumento de “conformação”do futuro profissional ao mundo do trabalho. Disciplina, obediência, respeito restrito às regras estabelecidas, condições até então necessárias para a inclusão social, via profissionalização, perdem a relevância, face às novas exigências colocadas pelo desenvolvimento tecnológico e social. (...) A expansão da economia pautada no conhecimento caracteriza-se também por fatos sociais que comprometem os processos de solidariedade e coesão social, quais sejam a exclusão e a segmentação com todas as conseqüências hoje presentes: o desemprego, a pobreza, a violência, a intolerância.(...) Um outro dado a considerar diz respeito à necessidade do desenvolvimento das competências básicas tanto para o exercício da cidadania quanto para o desempenho de atividades profissionais.*
1. PRINCÍPIOS E FUNDAMENTOS DOS PCNs http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro01.pdf 2. Fundamentos dos PCNs A TRADIÇÃO PEDAGÓGICA BRASILEIRA 3. Fonte : Fundamentos dos PCNs ESCOLA E CONSTITUIÇÃO DA CIDADANIA 4. Fonte : PCNs Ensino Médio Capítulo : A LDB e a reforma curricular do Ensino Médio 5. Fonte : Parâmetros Curriculares Nacionais Ensino Médio Capítulo : O papel da educação na sociedade tecnológica
Saiba mais :
No dia 26/02 o Governo do Estado de São Paulo divulgou o documento Valorização do Professor. Apesar do título, o citado texto destina-se a divulgar análise sobre os resultados do Saresp 2009, que o governo considerou positivos. Entretanto, especialistas ouvidos pelo jornal Folha de S. Paulo (27/02/2010) consideraram os resultados “pífios” e “insuficientes”.
Analistas também destacaram mudança de metodologia, que permite aumentar o número de alunos com desempenho “suficiente”, o que dificulta um acompanhamento da real evolução da educação pública estadual. O mais grave é que, até o momento, ao contrário de anos anteriores, o governo não divulgou detalhes da metodologia utilizada, uma informação de alto interesse público.
Como já se tornou praxe, o governo destaca o que considera “resultados positivos” do Saresp como conseqüências da “política educacional” que vem sendo implementada e, os aspectos negativos, efeitos da má formação dos professores.
O fato, porém, é que não existe política educacional no estado de São Paulo; apenas medidas pontuais, tomadas ao sabor dos acontecimentos, ou dos resultados desta e daquela avaliação, sem um fio de continuidade. Ou melhor, o fio de continuidade é sempre a tentativa de culpar o professor pelos maus indicadores da educação.
O que o governo chama de “política educacional” está centrada no que poderíamos denominar de “obsessão avaliatória”. Dos quatro eixos apontados pelo governo como pilares de sua política educacional, três estão ancorados em avaliações, mas o primeiro deles (os padrões curriculares) tem também um forte vínculo com a avaliação dos professores, pois determina os conteúdos destas avaliações.
O governo auto-elogia os padrões curriculares que adota, mas eles são questionáveis. Que currículo é este? Com quem e onde foi debatido? Os professores foram consultados? Com base em que concepção de educação, de Estado, de cidadão, ele foi formulado? Acreditamos que o governo não tem respostas para estas questões.
O estudo Proposta Curricular do Estado de São Paulo: Uma Análise Crítica, publicado pela APEOESP e demais entidades do magistério, com a colaboração de especialistas, mostra que a adoção de guias curriculares, nos moldes definidos pela SE, engessa o processo educativo, desconhece as realidades específicas de cada comunidade e as necessidades reais dos alunos.
A forma como o Estado organiza o processo ensino-aprendizagem retira do professor prerrogativas fundamentais, praticamente reduzindo-o à função de um executor em sala de aula, que deve aplicar conteúdos formatados e impostos à sua revelia. Além disso, retira do conselho de escola a possibilidade de formular e implementar o projeto político-pedagógico da unidade escolar, função que lhe é própria e deveria ser incentivada.
Toda a sociedade paulista acompanhou, há um ano, a série de escândalos envolvendo os materiais didáticos e paradidáticos produzidos pela Secretaria Estadual da Educação. Mapas da América do Sul contendo dois Paraguais e nenhum Equador; livros contendo linguagem inadequada para as crianças aos quais foram distribuídos; incitação à violência e outros problemas foram detectados.O Governo, após grande repercussão dos casos, recolheu os materiais, mas nada foi convincentemente esclarecido até hoje e não houve ressarcimento aos cofres públicos.
Preocupa-nos verificar, em uma das entrevistas concedidas pelo secretário da Educação a afirmação de que ampliação do acesso provoca a queda na média das avaliações. Para nós, não há razão para existir esta dicotomia entre quantidade e qualidade. A ampliação do acesso tem que ser pensada juntamente com perspectivas de qualidade do ensino. Do contrário, o acesso se torna mera passagem, e não é isto que queremos na educação.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
ORIENTAÇÕES TRABALHO FINAL 4o BIMESTRE
A partir de percurso/obra/biografia de relevante personagem do PERÍODO DELIMITADO pesquise e construa apresentação que relacione este personagem com as grandes transformações , especialmente culturais, ocorridas no período.
Sem esquecer de situá-lo em seu contexto histórico ( década, período, momento, movimento, grupo, etc) e em sua duimensão geográfica ( local/regional/mundial)
Esquema :
1- Escolha 1 personagem relevante do período delimitado
2- Aponte em lista do representante de sala o seu personagem ( não pode haver 2 iguais - cada aluno c/ o seu ! )
3- Levante informações sobre o personagem, suas influências, seu ambiente cultural, suas contribuições, etc,etc.ect
4- Produza texto escrito a respeito disso tudo * Não vale cópia de internet = ZERO
5- Traga e entregue na TERÇA FEIRA apenas !! Não vou receber antes !!
professor, mas eu não venho, mais e blá, blá, blá, blá blá.........
PELO MENOS MANDA ALGUÉM ME ENTREGAR NA TERÇA FEIRA MANÉ !!!
LEMBRE-SE QUE SE NÃO FOSSE ESSE TRABALHO SERIA UMA PROVA, E AÍ O QUE IA ACONTECER C/ VC ?? HEIN
BOM TRABALHO !
2oS ANOS 2 E F G = PERÍODO DELIMITADO SEC XI AO XVIIII OU SEJA DO RENASCIMENTO AO ILUMINISMO REV FRANCESA, INDUSTRIAL E ETC - QUALQUER PERSONAGEM IMPORTANTE DE QUALQUER MOMENTO DESSE PERÍODO TODO
3oS ANOS = SEC XX
Sem esquecer de situá-lo em seu contexto histórico ( década, período, momento, movimento, grupo, etc) e em sua duimensão geográfica ( local/regional/mundial)
Esquema :
1- Escolha 1 personagem relevante do período delimitado
2- Aponte em lista do representante de sala o seu personagem ( não pode haver 2 iguais - cada aluno c/ o seu ! )
3- Levante informações sobre o personagem, suas influências, seu ambiente cultural, suas contribuições, etc,etc.ect
4- Produza texto escrito a respeito disso tudo * Não vale cópia de internet = ZERO
5- Traga e entregue na TERÇA FEIRA apenas !! Não vou receber antes !!
professor, mas eu não venho, mais e blá, blá, blá, blá blá.........
PELO MENOS MANDA ALGUÉM ME ENTREGAR NA TERÇA FEIRA MANÉ !!!
LEMBRE-SE QUE SE NÃO FOSSE ESSE TRABALHO SERIA UMA PROVA, E AÍ O QUE IA ACONTECER C/ VC ?? HEIN
BOM TRABALHO !
2oS ANOS 2 E F G = PERÍODO DELIMITADO SEC XI AO XVIIII OU SEJA DO RENASCIMENTO AO ILUMINISMO REV FRANCESA, INDUSTRIAL E ETC - QUALQUER PERSONAGEM IMPORTANTE DE QUALQUER MOMENTO DESSE PERÍODO TODO
3oS ANOS = SEC XX
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Textos Base p/ prova 2as séries
"A criação de um proletariado despossuído, (...) cultivadores vítimas de expropriações violentas repetidas, foi necessariamente mais rápida que sua absorção pelas nascentes manufaturas. (...) Forma-se uma massa de mendigos, ladrões e vagabundos. Desde o final do século XV e durante todo o século XVI na Europa Ocidental foi criada uma legislação sanguinária contra o ócio. Os pais da atual classe operária foram castigados por terem sido reduzidos à situação de vagabundos e pobres. A legislação os tratava como criminosos voluntários; ela pressupunha que dependia de seu livre arbítrio continuar a trabalhar como antes." MARX, Karl. O Capital. Paris, Garnier-Flamarion, 1969.
As transformações econômicas e sociais costumam gerar profundas alterações no chamado "mundo do trabalho". A situação apontada por Marx refere-se ao processo histórico do cercamento dos campos (quando a Inglaterra substitui a produção de alimentos pela criação de ovelhas), com o deslocamento de um grande contingente de despossuídos da sua área rural de origem (...)A enclosure ou cercamento é o processo de extinção dos campos abertos (open fields), provocando o êxodo rural;
"
2- Algumas transformações que antecederam a Revolução Francesa podem ser exemplificadas pela mudança de significado da palavra “restaurante”. Desde o final da Idade Média, a palavra restaurant designava caldos ricos, com carne de aves e de boi, legumes, raízes e ervas. Em 1765 surgiu, em Paris, um local onde se vendiam esses caldos, usados para restaurar as forças dos trabalhadores. Nos anos que precederam a Revolução, em 1789, multiplicaram-se diversos restaurateurs, que serviam pratos requintados, descritos em páginas emolduradas e servidos não mais em mesas coletivas e mal cuidadas, mas individuais e com toalhas limpas. Com a Revolução, cozinheiros da corte e da nobreza perderam seus patrões, refugiados no exterior ou guilhotinados, e abriram seus restaurantes por conta própria. Apenas em 1835, o Dicionário da Academia Francesa oficializou a utilização da palavra restaurante com o sentido atual.
A mudança do significado da palavra restaurante ilustra a apropriação e a transformação, pela burguesia, de hábitos populares e dos valores da nobreza
3- A Revolução Industrial ocorrida no final do século XVIII transformou as relações do homem com o trabalho. As máquinas mudaram as formas de trabalhar, e as fábricas concentraram-se em regiões próximas às matérias-primas e grandes portos, originando vastas concentrações humanas. Muitos dos operários vinham da área rural e cumpriam jornadas de trabalho de 12 a 14 horas, na maioria das vezes em condições adversas. A legislação trabalhista surgiu muito lentamente ao longo do século XIX e a diminuição da jornada de trabalho para oito horas diárias concretizou-se no início do século XX.
Pode-se afirmar que as conquistas no início deste século, decorrentes da legislação trabalhista, estão relacionadas com a capacidade de mobilização dos trabalhadores em defesa dos seus interesses
4- O que chamamos de corte principesca era, essencialmente, o palácio do príncipe. Os músicos eram tão indispensáveis nesses grandes palácios quanto os pasteleiros, os cozinheiros e os criados. Eles eram o que se chamava, um tanto pejorativamente, de criados de libré. A maior parte dos músicos ficava satisfeita quando tinha garantida a subsistência, como acontecia com as outras pessoas de classe média na corte; entre os que não se satisfaziam, estava o pai de Mozart. Mas ele também se curvou às circunstâncias a que não podia escapar. (Norbert Elias. Mozart: sociologia de um gênio. Ed. Jorge Zahar, 1995, p. 18 (com adaptações)).
Considerando-se que a sociedade do Antigo Regime dividia-se tradicionalmente em estamentos: nobreza, clero e 3.° Estado, é correto afirmar que o autor do texto, ao fazer referência a “classe média”, descreve a sociedade utilizando a noção posterior de classe social a fim de indicar que os músicos se encontravam na mesma situação que os demais membros do 3.° Estado
5- "O produto da atividade humana é separado de seu produtor e açambarcado por uma minoria: a substância humana é absorvida pelas coisas produzidas, em lugar de pertencer ao homem."
A partir do texto, pode-se afirmar que a Revolução Industrial produziu a hegemonia do capitalista na produção social;
O governo de Luís XIII na França foi caracterizado, entre outros aspectos, pelo conflito entre a autoridade real e os protestantes franceses. Na essência esse conflito representou o ponto de partida para a formação do chamado Estado Nacional Francês, posto que os protestantes, dominando Estados independentes na França, dificultavam a unificação do país
6- "No Ocidente Medieval, a unidade de trabalho é o dia [...] definido pela referência mutável ao tempo natural, do levantar ao pôr-do-sol. [...] O tempo do trabalho é o tempo de uma economia ainda dominada pelos ritmos agrários, sem pressas, sem preocupações de exatidão, sem inquietações de produtividade".
(Jacques Le Goff. "O tempo de trabalho na 'crise' do século XIV".)
"Na verdade não havia horas regulares: patrões e administradores faziam conosco o que queriam. Normalmente os relógios das fábricas eram adiantados pela manhã e atrasados à tarde e em lugar de serem instrumentos de medida do tempo eram utilizados para o engano e a opressão".
(Anônimo. "Capítulos na vida de um menino operário de Dundee", 1887.)
Entre as razões para as diferentes organizações do tempo do trabalho, pode-se citar as mudanças trazidas pela organização industrial da produção, que originou uma nova disciplina e percepção do tempo, regida pela lógica da produtividade.
7- Não há uma doutrina específica que defenda o Capitalismo, pois esse sistema político-econômico foi sendo construído ao longo do tempo, a partir da adaptação da sociedade às novas condições políticas e sociais do mundo Moderno e Contemporâneo. Mesmo assim, o pensamento de alguns cientistas sociais e filósofos influenciaram as decisões de capitalistas e governantes.
Abaixo estão colunas que tratam do pensamento de alguns desses pensadores.
Adam Smith. Acreditava no individualismo e dizia que cada cidadão buscando fazer o melhor para si, acabava beneficiando toda a sociedade. - Defendia a idéia de que o Estado não deveria intervir na economia, pois apenas a livre-concorrência seria capaz de definir os melhores preços e condições de compra e venda dos produtos.
David Ricardo. Definiu a diferença entre preço e valor das mercadorias. O valor passou a ser visto como o capital que deveria ser investido na produção de uma mercadoria. Afirmava que para ter lucro o capitalista deveria pagar um salário mínimo aos seus operários.
Thomas Malthus.
( ) Acreditava que o rápido crescimento populacional poderia provocar graves problemas sociais, pois a população mundial crescia tão rapidamente que a produção agrícola seria incapaz de alimentar a humanidade. Dizia que a miséria e a fome era resultado do crescimento populacional das camadas mais pobres da sociedade, por isso o Estado não deveria ter ações de assistência aos pobres, evitando que a população aumentasse ainda mais.
8- "Para ele, os fatos econômicos e a luta de classes são o motor da História; o triunfo do proletariado e a implantação de uma sociedade sem classes são o objetivo final. Esse objetivo, contudo, só será
alcançado com a união de todos os proletários."
O texto acima refere-se ao criador do socialismo científico Karl Marx
As transformações econômicas e sociais costumam gerar profundas alterações no chamado "mundo do trabalho". A situação apontada por Marx refere-se ao processo histórico do cercamento dos campos (quando a Inglaterra substitui a produção de alimentos pela criação de ovelhas), com o deslocamento de um grande contingente de despossuídos da sua área rural de origem (...)A enclosure ou cercamento é o processo de extinção dos campos abertos (open fields), provocando o êxodo rural;
"
2- Algumas transformações que antecederam a Revolução Francesa podem ser exemplificadas pela mudança de significado da palavra “restaurante”. Desde o final da Idade Média, a palavra restaurant designava caldos ricos, com carne de aves e de boi, legumes, raízes e ervas. Em 1765 surgiu, em Paris, um local onde se vendiam esses caldos, usados para restaurar as forças dos trabalhadores. Nos anos que precederam a Revolução, em 1789, multiplicaram-se diversos restaurateurs, que serviam pratos requintados, descritos em páginas emolduradas e servidos não mais em mesas coletivas e mal cuidadas, mas individuais e com toalhas limpas. Com a Revolução, cozinheiros da corte e da nobreza perderam seus patrões, refugiados no exterior ou guilhotinados, e abriram seus restaurantes por conta própria. Apenas em 1835, o Dicionário da Academia Francesa oficializou a utilização da palavra restaurante com o sentido atual.
A mudança do significado da palavra restaurante ilustra a apropriação e a transformação, pela burguesia, de hábitos populares e dos valores da nobreza
3- A Revolução Industrial ocorrida no final do século XVIII transformou as relações do homem com o trabalho. As máquinas mudaram as formas de trabalhar, e as fábricas concentraram-se em regiões próximas às matérias-primas e grandes portos, originando vastas concentrações humanas. Muitos dos operários vinham da área rural e cumpriam jornadas de trabalho de 12 a 14 horas, na maioria das vezes em condições adversas. A legislação trabalhista surgiu muito lentamente ao longo do século XIX e a diminuição da jornada de trabalho para oito horas diárias concretizou-se no início do século XX.
Pode-se afirmar que as conquistas no início deste século, decorrentes da legislação trabalhista, estão relacionadas com a capacidade de mobilização dos trabalhadores em defesa dos seus interesses
4- O que chamamos de corte principesca era, essencialmente, o palácio do príncipe. Os músicos eram tão indispensáveis nesses grandes palácios quanto os pasteleiros, os cozinheiros e os criados. Eles eram o que se chamava, um tanto pejorativamente, de criados de libré. A maior parte dos músicos ficava satisfeita quando tinha garantida a subsistência, como acontecia com as outras pessoas de classe média na corte; entre os que não se satisfaziam, estava o pai de Mozart. Mas ele também se curvou às circunstâncias a que não podia escapar. (Norbert Elias. Mozart: sociologia de um gênio. Ed. Jorge Zahar, 1995, p. 18 (com adaptações)).
Considerando-se que a sociedade do Antigo Regime dividia-se tradicionalmente em estamentos: nobreza, clero e 3.° Estado, é correto afirmar que o autor do texto, ao fazer referência a “classe média”, descreve a sociedade utilizando a noção posterior de classe social a fim de indicar que os músicos se encontravam na mesma situação que os demais membros do 3.° Estado
5- "O produto da atividade humana é separado de seu produtor e açambarcado por uma minoria: a substância humana é absorvida pelas coisas produzidas, em lugar de pertencer ao homem."
A partir do texto, pode-se afirmar que a Revolução Industrial produziu a hegemonia do capitalista na produção social;
O governo de Luís XIII na França foi caracterizado, entre outros aspectos, pelo conflito entre a autoridade real e os protestantes franceses. Na essência esse conflito representou o ponto de partida para a formação do chamado Estado Nacional Francês, posto que os protestantes, dominando Estados independentes na França, dificultavam a unificação do país
6- "No Ocidente Medieval, a unidade de trabalho é o dia [...] definido pela referência mutável ao tempo natural, do levantar ao pôr-do-sol. [...] O tempo do trabalho é o tempo de uma economia ainda dominada pelos ritmos agrários, sem pressas, sem preocupações de exatidão, sem inquietações de produtividade".
(Jacques Le Goff. "O tempo de trabalho na 'crise' do século XIV".)
"Na verdade não havia horas regulares: patrões e administradores faziam conosco o que queriam. Normalmente os relógios das fábricas eram adiantados pela manhã e atrasados à tarde e em lugar de serem instrumentos de medida do tempo eram utilizados para o engano e a opressão".
(Anônimo. "Capítulos na vida de um menino operário de Dundee", 1887.)
Entre as razões para as diferentes organizações do tempo do trabalho, pode-se citar as mudanças trazidas pela organização industrial da produção, que originou uma nova disciplina e percepção do tempo, regida pela lógica da produtividade.
7- Não há uma doutrina específica que defenda o Capitalismo, pois esse sistema político-econômico foi sendo construído ao longo do tempo, a partir da adaptação da sociedade às novas condições políticas e sociais do mundo Moderno e Contemporâneo. Mesmo assim, o pensamento de alguns cientistas sociais e filósofos influenciaram as decisões de capitalistas e governantes.
Abaixo estão colunas que tratam do pensamento de alguns desses pensadores.
Adam Smith. Acreditava no individualismo e dizia que cada cidadão buscando fazer o melhor para si, acabava beneficiando toda a sociedade. - Defendia a idéia de que o Estado não deveria intervir na economia, pois apenas a livre-concorrência seria capaz de definir os melhores preços e condições de compra e venda dos produtos.
David Ricardo. Definiu a diferença entre preço e valor das mercadorias. O valor passou a ser visto como o capital que deveria ser investido na produção de uma mercadoria. Afirmava que para ter lucro o capitalista deveria pagar um salário mínimo aos seus operários.
Thomas Malthus.
( ) Acreditava que o rápido crescimento populacional poderia provocar graves problemas sociais, pois a população mundial crescia tão rapidamente que a produção agrícola seria incapaz de alimentar a humanidade. Dizia que a miséria e a fome era resultado do crescimento populacional das camadas mais pobres da sociedade, por isso o Estado não deveria ter ações de assistência aos pobres, evitando que a população aumentasse ainda mais.
8- "Para ele, os fatos econômicos e a luta de classes são o motor da História; o triunfo do proletariado e a implantação de uma sociedade sem classes são o objetivo final. Esse objetivo, contudo, só será
alcançado com a união de todos os proletários."
O texto acima refere-se ao criador do socialismo científico Karl Marx
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