RENASCIMENTO CULTURAL
http://www.mundovestibular.com.br/articles/4400/1/RENASCIMENTO-CULTURAL/Paacutegina1.html
Renascimento Cultural
http://www.suapesquisa.com/renascimento/
Renascimento Cultural
http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=191
Imperialismo
http://neh.no.sapo.pt/documentos/imperialismo.htm#_ftn47
Antecedentes da Primeira Guerra
http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=52
Imperialismo e Neocolonialismo
http://www.suapesquisa.com/historia/imperialismo/
Capitalismo Monopolista, Imperialismo e Neocolonialismo
http://www.culturabrasil.pro.br/neocolonialismo.htm
quinta-feira, 26 de março de 2009
segunda-feira, 16 de março de 2009
Tratado de Lisboa substitui a Constituição Européia
Tratado de Lisboa substitui a Constituição Européia
Conheça os principais pontos do Tratado de Lisboa
Texto que substituí a Constituição européia torna o processo de tomada de decisão mais eficiente
André Mascarenhas, do estadao.com.br, com agências
SÃO PAULO - Consolidado em outubro a partir de um acordo entre presidentes e premiês da União Européia (UE) durante uma cúpula na capital portuguesa, o Tratado de Lisboa foi criado para tornar as tomadas de decisão dentro do bloco mais eficientes e em maior harmonia com as aspirações dos cidadãos europeus.
Em linhas gerais, o tratado - que substitui a defunta Constituição européia, rejeitada em referendos pela França e Holanda em 2005 - introduz um sistema de votação simplificado, que amplia o poder do Parlamento e diminui as restrições para a criação de legislações em várias áreas. Além disso, o texto amplia o mandato presidencial do Conselho Europeu (órgão que reúne os chefes de estado e de governo dos países do bloco) de seis meses para dois anos e dá mais poder ao chefe de política externa do bloco.
Veja abaixo as principais medidas trazidas pelo Tratado de Lisboa:
Constituição enterrada: Caso seja ratificado, o Tratado de Lisboa irá substituir a Constituição Européia - documento rejeitado por franceses e holandeses em referendos levados a cabo em 2005. Da maneira geral, o novo texto emenda antigos tratados da UE e descarta a adoção dos elementos com menor popularidade da antiga proposta, como o reconhecimento de uma bandeira e um hino para a UE. Embora possua vários dos pontos da defunta constituição, a nova versão poderá ser ratificada pelos parlamentos da maioria dos países do bloco sem a necessidade de realização de referendos. A Irlanda é o único país em que a aprovação do texto dependerá do voto popular.
Poder e influência: O mandato da presidência do Conselho Europeu passará de seis meses para dois anos. Formado por chefes de Estado ou de governo, o órgão tem como função estabelecer o norte das grandes discussões políticas do órgão. Além disso, o chefe de política externa da UE terá suas responsabilidades ampliadas, passando a controlar o orçamento de ajuda humanitária e o corpo diplomático do bloco. Apesar das mudanças, o título "ministro de Relações Exteriores europeu" foi abandonado.
Comissão Européia mais enxuta: O braço executivo da UE terá dez de suas cadeiras cortadas, sendo reduzido de 27 para 17 membros. O objetivo do órgão é colocar em prática as decisões do Parlamento e propor legislações.
Parlamento Europeu: Uma das principais mudanças trazidas pelo Tratado de Lisboa é a ampliação de poder do Parlamento Europeu, que terá maior autonomia de decisão em assuntos de interior e justiça, assim como será mais livre para influenciar e rejeitar legislações. O número de assentos da assembléia será reduzido de 785 para 751 - mas apenas 17 dos 27 estados membros terão seus representantes diminuídos.
Tomada de decisão: Um novo e mais justo sistema de votação será posto em prática a partir de 2014: para uma decisão ser tomada, 55% dos Estados representando mais de 65% da população do bloco (490 milhões atualmente) devem concordar. O tratado permitirá ainda que decisões em 50 novas áreas sejam tomadas por maioria, e não mais por consenso - os assuntos vão de cooperação judicial e policial à políticas educacionais e econômicas. Apenas as políticas externa, de defesa, segurança social, taxação e cultural deverão ser decididas por unanimidade. Além disso, os Parlamentos nacionais terão maior poder de fiscalização sobre a legislação européia.
Conheça os principais pontos do Tratado de Lisboa
Texto que substituí a Constituição européia torna o processo de tomada de decisão mais eficiente
André Mascarenhas, do estadao.com.br, com agências
SÃO PAULO - Consolidado em outubro a partir de um acordo entre presidentes e premiês da União Européia (UE) durante uma cúpula na capital portuguesa, o Tratado de Lisboa foi criado para tornar as tomadas de decisão dentro do bloco mais eficientes e em maior harmonia com as aspirações dos cidadãos europeus.
Em linhas gerais, o tratado - que substitui a defunta Constituição européia, rejeitada em referendos pela França e Holanda em 2005 - introduz um sistema de votação simplificado, que amplia o poder do Parlamento e diminui as restrições para a criação de legislações em várias áreas. Além disso, o texto amplia o mandato presidencial do Conselho Europeu (órgão que reúne os chefes de estado e de governo dos países do bloco) de seis meses para dois anos e dá mais poder ao chefe de política externa do bloco.
Veja abaixo as principais medidas trazidas pelo Tratado de Lisboa:
Constituição enterrada: Caso seja ratificado, o Tratado de Lisboa irá substituir a Constituição Européia - documento rejeitado por franceses e holandeses em referendos levados a cabo em 2005. Da maneira geral, o novo texto emenda antigos tratados da UE e descarta a adoção dos elementos com menor popularidade da antiga proposta, como o reconhecimento de uma bandeira e um hino para a UE. Embora possua vários dos pontos da defunta constituição, a nova versão poderá ser ratificada pelos parlamentos da maioria dos países do bloco sem a necessidade de realização de referendos. A Irlanda é o único país em que a aprovação do texto dependerá do voto popular.
Poder e influência: O mandato da presidência do Conselho Europeu passará de seis meses para dois anos. Formado por chefes de Estado ou de governo, o órgão tem como função estabelecer o norte das grandes discussões políticas do órgão. Além disso, o chefe de política externa da UE terá suas responsabilidades ampliadas, passando a controlar o orçamento de ajuda humanitária e o corpo diplomático do bloco. Apesar das mudanças, o título "ministro de Relações Exteriores europeu" foi abandonado.
Comissão Européia mais enxuta: O braço executivo da UE terá dez de suas cadeiras cortadas, sendo reduzido de 27 para 17 membros. O objetivo do órgão é colocar em prática as decisões do Parlamento e propor legislações.
Parlamento Europeu: Uma das principais mudanças trazidas pelo Tratado de Lisboa é a ampliação de poder do Parlamento Europeu, que terá maior autonomia de decisão em assuntos de interior e justiça, assim como será mais livre para influenciar e rejeitar legislações. O número de assentos da assembléia será reduzido de 785 para 751 - mas apenas 17 dos 27 estados membros terão seus representantes diminuídos.
Tomada de decisão: Um novo e mais justo sistema de votação será posto em prática a partir de 2014: para uma decisão ser tomada, 55% dos Estados representando mais de 65% da população do bloco (490 milhões atualmente) devem concordar. O tratado permitirá ainda que decisões em 50 novas áreas sejam tomadas por maioria, e não mais por consenso - os assuntos vão de cooperação judicial e policial à políticas educacionais e econômicas. Apenas as políticas externa, de defesa, segurança social, taxação e cultural deverão ser decididas por unanimidade. Além disso, os Parlamentos nacionais terão maior poder de fiscalização sobre a legislação européia.
quarta-feira, 11 de março de 2009
Depoimentos Hiroshima
Depoimentos de sobreviventes da bomba atômica
Muitos japoneses que sobreviveram aos ataques de Hiroshima e Nagasaki
imigraram para o Brasil e reconstruíram suas vidas. Chamados de gembakusha
(vítimas da bomba atômica), eles contam suas histórias e continuam sua luta
pela paz
Takashi Morita Sobrevivente de Hiroshima
“Quando a bomba explodiu, eu tinha 21 anos e era um soldado da polícia de
Hiroshima. Estava a 1.300 metros do epicentro da explosão. Se meu uniforme
fosse feito de um tecido menos resistente, teria morrido queimado.
As lembranças que tenho daquele dia são horríveis. Pessoas com os cabelos
queimados e as peles penduradas pelos dedos, agonizando de dor, pulavam no
rio para tentar aliviar as queimaduras. Só que acabavam morrendo afogadas.
Depois de certo tempo, o rio estava coberto por cadáveres. Muitos corpos
também foram encontrados nos tanques de água da cidade, que serviam para
apagar os incêndios causados pelos bombardeios. O cheiro era insuportável.
Todos gritavam. Um colega meu, que esteve nos escombros do epicentro da
bomba à procura de seus pais, disse que chegou um ponto onde não havia onde
pisar, senão em cadáveres.
“Hoje dedico minha vida para propagar a paz. Tudo que aprendi com a guerra é
que ela jamais pode ser repetida. As experiências que nós passamos devem
acabar com a nossa geração”
General-brigadeiro Paul Tibbets Jr., comandante e piloto do Enola Gay,
o bombardeiro B-29 que lançou a bomba atômica contra Hiroshima nos dias
finais da Segunda Guerra Mundia
"a "visão aterradora que nos foi exibida quanto tomamos um curso
que nos oferecia vista lateral da cidade devastada, em chamas".
"O gigantesco cogumelo púrpura já tinha subido a uma altitude de 13.500
metros e continuava a disparar para o alvo, fervilhante, como se terrivelmente
vivo."
"Eu estava ansioso por executá-la. Queria fazer tudo que pudesse para derrotar
o Japão. Queria matar os bastardos. Era essa a atitude nos EUA,
naqueles anos",
Não teria hesitado. Os teria eliminado... quando você está em uma guerra
mata muitas pessoas inocentes também, mas não me lembro de uma guerra,
em qualquer canto do mundo, onde não tenham sido aniquiladas também pessoas
inocentes. A gente luta para vencer (...) Para mim não representa nenhum
problema moral (...) Infelizmente, eu estava lá. Não sinto remorsos,
fiz o que me
ordenaram e, nas mesmas condições, voltaria a fazê-lo".
Muitos japoneses que sobreviveram aos ataques de Hiroshima e Nagasaki
imigraram para o Brasil e reconstruíram suas vidas. Chamados de gembakusha
(vítimas da bomba atômica), eles contam suas histórias e continuam sua luta
pela paz
Takashi Morita Sobrevivente de Hiroshima
“Quando a bomba explodiu, eu tinha 21 anos e era um soldado da polícia de
Hiroshima. Estava a 1.300 metros do epicentro da explosão. Se meu uniforme
fosse feito de um tecido menos resistente, teria morrido queimado.
As lembranças que tenho daquele dia são horríveis. Pessoas com os cabelos
queimados e as peles penduradas pelos dedos, agonizando de dor, pulavam no
rio para tentar aliviar as queimaduras. Só que acabavam morrendo afogadas.
Depois de certo tempo, o rio estava coberto por cadáveres. Muitos corpos
também foram encontrados nos tanques de água da cidade, que serviam para
apagar os incêndios causados pelos bombardeios. O cheiro era insuportável.
Todos gritavam. Um colega meu, que esteve nos escombros do epicentro da
bomba à procura de seus pais, disse que chegou um ponto onde não havia onde
pisar, senão em cadáveres.
“Hoje dedico minha vida para propagar a paz. Tudo que aprendi com a guerra é
que ela jamais pode ser repetida. As experiências que nós passamos devem
acabar com a nossa geração”
General-brigadeiro Paul Tibbets Jr., comandante e piloto do Enola Gay,
o bombardeiro B-29 que lançou a bomba atômica contra Hiroshima nos dias
finais da Segunda Guerra Mundia
"a "visão aterradora que nos foi exibida quanto tomamos um curso
que nos oferecia vista lateral da cidade devastada, em chamas".
"O gigantesco cogumelo púrpura já tinha subido a uma altitude de 13.500
metros e continuava a disparar para o alvo, fervilhante, como se terrivelmente
vivo."
"Eu estava ansioso por executá-la. Queria fazer tudo que pudesse para derrotar
o Japão. Queria matar os bastardos. Era essa a atitude nos EUA,
naqueles anos",
Não teria hesitado. Os teria eliminado... quando você está em uma guerra
mata muitas pessoas inocentes também, mas não me lembro de uma guerra,
em qualquer canto do mundo, onde não tenham sido aniquiladas também pessoas
inocentes. A gente luta para vencer (...) Para mim não representa nenhum
problema moral (...) Infelizmente, eu estava lá. Não sinto remorsos,
fiz o que me
ordenaram e, nas mesmas condições, voltaria a fazê-lo".
terça-feira, 10 de março de 2009
Exercício Interpretação
Depoimentos de sobreviventes da bomba atômica
Muitos japoneses que sobreviveram aos ataques de Hiroshima e Nagasaki
imigraram para o Brasil e reconstruíram suas vidas. Chamados de gembakusha
(vítimas da bomba atômica), eles contam suas histórias e continuam sua luta
pela paz
Takashi Morita Sobrevivente de Hiroshima
“Quando a bomba explodiu, eu tinha 21 anos e era um soldado da polícia de
Hiroshima. Estava a 1.300 metros do epicentro da explosão. Se meu uniforme
fosse feito de um tecido menos resistente, teria morrido queimado.
As lembranças que tenho daquele dia são horríveis. Pessoas com os cabelos
queimados e as peles penduradas pelos dedos, agonizando de dor, pulavam no
rio para tentar aliviar as queimaduras. Só que acabavam morrendo afogadas.
Depois de certo tempo, o rio estava coberto por cadáveres. Muitos corpos
também foram encontrados nos tanques de água da cidade, que serviam para
apagar os incêndios causados pelos bombardeios. O cheiro era insuportável.
Todos gritavam. Um colega meu, que esteve nos escombros do epicentro da
bomba à procura de seus pais, disse que chegou um ponto onde não havia onde
pisar, senão em cadáveres.
“Hoje dedico minha vida para propagar a paz. Tudo que aprendi com a guerra é
que ela jamais pode ser repetida. As experiências que nós passamos devem
acabar com a nossa geração”
general-brigadeiro Paul Tibbets Jr., comandante e piloto do Enola Gay,
o bombardeiro B-29 que lançou a bomba atômica contra Hiroshima nos dias
finais da Segunda Guerra Mundia
"a "visão aterradora que nos foi exibida quanto tomamos um curso
que nos oferecia vista lateral da cidade devastada, em chamas".
"O gigantesco cogumelo púrpura já tinha subido a uma altitude de 13.500
metros e continuava a disparar para o alvo, fervilhante, como se terrivelmente
vivo."
"Eu estava ansioso por executá-la. Queria fazer tudo que pudesse para derrotar
o Japão. Queria matar os bastardos. Era essa a atitude nos EUA,
naqueles anos",
Não teria hesitado. Os teria eliminado... quando você está em uma guerra
mata muitas pessoas inocentes também, mas não me lembro de uma guerra,
em qualquer canto do mundo, onde não tenham sido aniquiladas também pessoas
inocentes. A gente luta para vencer (...) Para mim não representa nenhum
problema moral (...) Infelizmente, eu estava lá. Não sinto remorsos,
fiz o que me
ordenaram e, nas mesmas condições, voltaria a fazê-lo".
Muitos japoneses que sobreviveram aos ataques de Hiroshima e Nagasaki
imigraram para o Brasil e reconstruíram suas vidas. Chamados de gembakusha
(vítimas da bomba atômica), eles contam suas histórias e continuam sua luta
pela paz
Takashi Morita Sobrevivente de Hiroshima
“Quando a bomba explodiu, eu tinha 21 anos e era um soldado da polícia de
Hiroshima. Estava a 1.300 metros do epicentro da explosão. Se meu uniforme
fosse feito de um tecido menos resistente, teria morrido queimado.
As lembranças que tenho daquele dia são horríveis. Pessoas com os cabelos
queimados e as peles penduradas pelos dedos, agonizando de dor, pulavam no
rio para tentar aliviar as queimaduras. Só que acabavam morrendo afogadas.
Depois de certo tempo, o rio estava coberto por cadáveres. Muitos corpos
também foram encontrados nos tanques de água da cidade, que serviam para
apagar os incêndios causados pelos bombardeios. O cheiro era insuportável.
Todos gritavam. Um colega meu, que esteve nos escombros do epicentro da
bomba à procura de seus pais, disse que chegou um ponto onde não havia onde
pisar, senão em cadáveres.
“Hoje dedico minha vida para propagar a paz. Tudo que aprendi com a guerra é
que ela jamais pode ser repetida. As experiências que nós passamos devem
acabar com a nossa geração”
general-brigadeiro Paul Tibbets Jr., comandante e piloto do Enola Gay,
o bombardeiro B-29 que lançou a bomba atômica contra Hiroshima nos dias
finais da Segunda Guerra Mundia
"a "visão aterradora que nos foi exibida quanto tomamos um curso
que nos oferecia vista lateral da cidade devastada, em chamas".
"O gigantesco cogumelo púrpura já tinha subido a uma altitude de 13.500
metros e continuava a disparar para o alvo, fervilhante, como se terrivelmente
vivo."
"Eu estava ansioso por executá-la. Queria fazer tudo que pudesse para derrotar
o Japão. Queria matar os bastardos. Era essa a atitude nos EUA,
naqueles anos",
Não teria hesitado. Os teria eliminado... quando você está em uma guerra
mata muitas pessoas inocentes também, mas não me lembro de uma guerra,
em qualquer canto do mundo, onde não tenham sido aniquiladas também pessoas
inocentes. A gente luta para vencer (...) Para mim não representa nenhum
problema moral (...) Infelizmente, eu estava lá. Não sinto remorsos,
fiz o que me
ordenaram e, nas mesmas condições, voltaria a fazê-lo".
quinta-feira, 5 de março de 2009
Dicas de leitura !!
Acesse estas matérias diretamente nas páginas de origem
Lula: Brasil e Alemanha já deveriam estar no CS da ONU
http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac172688,0.htm
O Tratado de Lisboa, à revelia dos povos
http://diplo.uol.com.br/2007-12,a2081
Charge compara Obama a macaco e causa ira na imprensa internacional
http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u506527.shtml
ONU diz que é preciso investigar irregularidades em Guantánamo
http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u493793.shtml
Bush abriu portas do Conselho de Segurança ao Brasil, diz embaixador
http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u489717.shtml
no folhaonline
O Brasil e a MINUSTAH
www.ndu.edu/chds/Journal/PDF/2005/Diniz_article-edited.pdf -
A União Européia à deriva
http://www.clubemundo.com.br/noticia_show.asp?id=852&prod=1
Capitalismo só existe no terceiro mundo Noam Chonsky
http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2051/capitalismo-so-existe-no-terceiro-mundo-intelectual-americano-critica-protecionismo-127063-1.htm
Lula: Brasil e Alemanha já deveriam estar no CS da ONU
http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac172688,0.htm
O Tratado de Lisboa, à revelia dos povos
http://diplo.uol.com.br/2007-12,a2081
Charge compara Obama a macaco e causa ira na imprensa internacional
http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u506527.shtml
ONU diz que é preciso investigar irregularidades em Guantánamo
http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u493793.shtml
Bush abriu portas do Conselho de Segurança ao Brasil, diz embaixador
http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u489717.shtml
no folhaonline
O Brasil e a MINUSTAH
www.ndu.edu/chds/Journal/PDF/2005/Diniz_article-edited.pdf -
A União Européia à deriva
http://www.clubemundo.com.br/noticia_show.asp?id=852&prod=1
Capitalismo só existe no terceiro mundo Noam Chonsky
http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2051/capitalismo-so-existe-no-terceiro-mundo-intelectual-americano-critica-protecionismo-127063-1.htm
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
O Euro, um projeto inédito
fonte : www.folhaonline.com.br
Desde 1º de janeiro de 2002, o euro, a nova moeda comum européia, deixou de ser virtual para tornar-se realidade. Três anos depois de ter sido introduzido no mercado financeiro, na condição de moeda abstrata, o euro chegou, finalmente, ao bolso dos consumidores, circulando em 12 países da União Européia: Alemanha, Áustria, Bélgica, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Irlanda, Itália, Luxemburgo e Portugal, reunidos na chamada zona do euro, ou "Eurolândia". A Dinamarca, a Grã-Bretanha e a Suécia --que, junto com os países da zona do euro, formam a União Européia (UE)-- decidiram ficar de fora da união monetária, mantendo suas moedas nacionais.
Na maior troca monetária já realizada na história, o euro substituiu 12 moedas, tornando-se o meio de pagamento oficial daqueles países. Isso significa que, passado o período de dupla circulação, 12 moedas européias deixaram de existir; é o caso, por exemplo, do marco alemão, uma das moedas mais estáveis do mundo; assim como da dracma grega, cujo nome tem suas origens no século 6 a.C.
A Europa já havia vivido, nos séculos passados, várias uniões monetárias. Em 1863, por exemplo, Napoleão III criou a chamada União Monetária Latina (entre França, Bélgica, Suíça e Itália), visando a estender a hegemonia francesa no continente. Bem mais recente é a união monetária da Alemanha, realizada nas vésperas da Reunificação, em 1990, quando a então socialista Alemanha Oriental, um país falido, passou a adotar o forte marco alemão-ocidental.
O projeto euro, porém, é uma experiência inédita, 'talvez a mais ousada da história econômica dos povos', como definiu a professora Diva Benevides Pinho.1 Nunca uma união monetária reuniu tantos países. Além disso, ela acontece como resultado não de uma crise econômica, mas de um processo sistematizado (e pacífico) de integração da Europa.
Aliás, como insistem os 'euroespecialistas', o projeto euro não deve ser considerado uma reforma monetária --esta resultaria de uma crise econômica, na qual uma moeda nacional perde seu valor e, por isso, é substituída por outra (as inúmeras trocas monetárias realizadas no Brasil, nas décadas passadas, servem bem de exemplo para essa definição). No caso atual da Europa, porém, trata-se de uma união monetária, na qual as moedas nacionais foram simplesmente convertidas em euro, não pressupondo perdas no poder de compra, nos salários nem nas economias dos cidadãos.
O euro é resultado de um longo processo de integração política e econômica da Europa. Esse processo enfrentou várias crises, provocadas, entre outras coisas, pelas políticas divergentes dos países europeus e por uma opinião pública insegura. Mesmo no final do ano passado, por exemplo, nas vésperas de ter o euro dentro da carteira, a maioria dos alemães declarava-se contra a nova moeda comum --o que era compreensível, já que eles foram obrigados a abdicar do marco, o maior símbolo da prosperidade do país, por uma moeda de futuro incerto.
Na visão dos idealizadores do euro, entretanto, a introdução de uma moeda única trará grandes vantagens para a Europa, que há anos conta com um dos maiores mercados comuns do mundo, onde pessoas, bens e serviços circulam sem obstáculos. Agora, o euro facilitará e tornará menos custosas as transações comerciais e financeiras dentro da Eurolândia. Além disso, os 'euroentusiastas' acreditam que a nova moeda fomentará a integração política do continente.
Os países de fora, como o Brasil --que, aliás, tem a União Européia como principal parceiro comercial--, também poderão sair ganhando com o euro. Caso se imponha no mercado internacional, o euro se tornará outra moeda de referência além do dólar americano e do iene japonês, servindo como nova opção para as transações comerciais e financeiras. Além disso, a união monetária européia poderá 'inspirar' outros mercados comuns, como o Mercosul, a adotar uma moeda única, como já sugerem alguns estudos a respeito.
O euro, porém, contou não apenas com entusiastas, mas também com opositores, principalmente entre os economistas. Eles consideram as economias européias heterogêneas demais para adotarem uma moeda única e alertam para o fato de esta ter sido introduzida sem a existência de um poder central. Os 'eurocéticos' também criticam os altos custos relacionados ao projeto: a introdução do euro exigiu, por exemplo, a conversão de milhões de máquinas automáticas do continente e a eliminação de toneladas de notas e moedas antigas, que, em parte, acabarão como sucata.
Por um lado, a opinião pública européia sentiu-se alheia às decisões que levaram à introdução do euro, alegando, em várias pesquisas, desconhecimento sobre a nova moeda única e suas conseqüências. Por outro, nunca um tema econômico mobilizou tanto os intelectuais europeus, das mais diferentes áreas. "A introdução do euro é tão natural quanto adotarmos uma moeda vinda de Marte", ataca o escritor espanhol Manuel Vázquez Montalbán. "O euro não é uma moeda sem alma", defende o escritor italiano Claudio Magris. "É simplesmente jovem." 2
Este livro apresentará ao leitor a história do euro e da integração econômica européia (capítulo 1), destacando o Tratado de Maastricht (capítulo 2), que oficializou a união monetária. Explicará não só as vantagens e eventuais desvantagens da nova moeda única, mas também a polêmica que ela deflagrou (capítulo 3). O capítulo 4 dará um 'serviço' sobre o euro, descrevendo as novas cédulas e moedas e explicando o cálculo para a conversão. A conclusão fará um curto balanço sobre os três primeiros anos do euro no mercado financeiro, assim como tratará da eventual ampliação da UE e da Eurolândia para os países da Europa central e oriental.
1 Diva Benevides Pinho, 'Euro Versus Dólarà E o Real?'. Em: Informações Fipe, 221, 1999; p. 16.
2 Declarações tiradas de uma coletânea de textos de escritores europeus, na qual eles se despedem de suas antigas moedas nacionais: Uwe Wittstock (Hrg.), Ade, Ihr Schönen Scheine - Europäische Schriftsteller Nehmen Abschied von Ihren Währungen. München: Deutscher Taschenbuch Verlag, 2001; p. 23 e 57.
"O Euro"
Autor: Silvia Bittencourt
Desde 1º de janeiro de 2002, o euro, a nova moeda comum européia, deixou de ser virtual para tornar-se realidade. Três anos depois de ter sido introduzido no mercado financeiro, na condição de moeda abstrata, o euro chegou, finalmente, ao bolso dos consumidores, circulando em 12 países da União Européia: Alemanha, Áustria, Bélgica, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Irlanda, Itália, Luxemburgo e Portugal, reunidos na chamada zona do euro, ou "Eurolândia". A Dinamarca, a Grã-Bretanha e a Suécia --que, junto com os países da zona do euro, formam a União Européia (UE)-- decidiram ficar de fora da união monetária, mantendo suas moedas nacionais.
Na maior troca monetária já realizada na história, o euro substituiu 12 moedas, tornando-se o meio de pagamento oficial daqueles países. Isso significa que, passado o período de dupla circulação, 12 moedas européias deixaram de existir; é o caso, por exemplo, do marco alemão, uma das moedas mais estáveis do mundo; assim como da dracma grega, cujo nome tem suas origens no século 6 a.C.
A Europa já havia vivido, nos séculos passados, várias uniões monetárias. Em 1863, por exemplo, Napoleão III criou a chamada União Monetária Latina (entre França, Bélgica, Suíça e Itália), visando a estender a hegemonia francesa no continente. Bem mais recente é a união monetária da Alemanha, realizada nas vésperas da Reunificação, em 1990, quando a então socialista Alemanha Oriental, um país falido, passou a adotar o forte marco alemão-ocidental.
O projeto euro, porém, é uma experiência inédita, 'talvez a mais ousada da história econômica dos povos', como definiu a professora Diva Benevides Pinho.1 Nunca uma união monetária reuniu tantos países. Além disso, ela acontece como resultado não de uma crise econômica, mas de um processo sistematizado (e pacífico) de integração da Europa.
Aliás, como insistem os 'euroespecialistas', o projeto euro não deve ser considerado uma reforma monetária --esta resultaria de uma crise econômica, na qual uma moeda nacional perde seu valor e, por isso, é substituída por outra (as inúmeras trocas monetárias realizadas no Brasil, nas décadas passadas, servem bem de exemplo para essa definição). No caso atual da Europa, porém, trata-se de uma união monetária, na qual as moedas nacionais foram simplesmente convertidas em euro, não pressupondo perdas no poder de compra, nos salários nem nas economias dos cidadãos.
O euro é resultado de um longo processo de integração política e econômica da Europa. Esse processo enfrentou várias crises, provocadas, entre outras coisas, pelas políticas divergentes dos países europeus e por uma opinião pública insegura. Mesmo no final do ano passado, por exemplo, nas vésperas de ter o euro dentro da carteira, a maioria dos alemães declarava-se contra a nova moeda comum --o que era compreensível, já que eles foram obrigados a abdicar do marco, o maior símbolo da prosperidade do país, por uma moeda de futuro incerto.
Na visão dos idealizadores do euro, entretanto, a introdução de uma moeda única trará grandes vantagens para a Europa, que há anos conta com um dos maiores mercados comuns do mundo, onde pessoas, bens e serviços circulam sem obstáculos. Agora, o euro facilitará e tornará menos custosas as transações comerciais e financeiras dentro da Eurolândia. Além disso, os 'euroentusiastas' acreditam que a nova moeda fomentará a integração política do continente.
Os países de fora, como o Brasil --que, aliás, tem a União Européia como principal parceiro comercial--, também poderão sair ganhando com o euro. Caso se imponha no mercado internacional, o euro se tornará outra moeda de referência além do dólar americano e do iene japonês, servindo como nova opção para as transações comerciais e financeiras. Além disso, a união monetária européia poderá 'inspirar' outros mercados comuns, como o Mercosul, a adotar uma moeda única, como já sugerem alguns estudos a respeito.
O euro, porém, contou não apenas com entusiastas, mas também com opositores, principalmente entre os economistas. Eles consideram as economias européias heterogêneas demais para adotarem uma moeda única e alertam para o fato de esta ter sido introduzida sem a existência de um poder central. Os 'eurocéticos' também criticam os altos custos relacionados ao projeto: a introdução do euro exigiu, por exemplo, a conversão de milhões de máquinas automáticas do continente e a eliminação de toneladas de notas e moedas antigas, que, em parte, acabarão como sucata.
Por um lado, a opinião pública européia sentiu-se alheia às decisões que levaram à introdução do euro, alegando, em várias pesquisas, desconhecimento sobre a nova moeda única e suas conseqüências. Por outro, nunca um tema econômico mobilizou tanto os intelectuais europeus, das mais diferentes áreas. "A introdução do euro é tão natural quanto adotarmos uma moeda vinda de Marte", ataca o escritor espanhol Manuel Vázquez Montalbán. "O euro não é uma moeda sem alma", defende o escritor italiano Claudio Magris. "É simplesmente jovem." 2
Este livro apresentará ao leitor a história do euro e da integração econômica européia (capítulo 1), destacando o Tratado de Maastricht (capítulo 2), que oficializou a união monetária. Explicará não só as vantagens e eventuais desvantagens da nova moeda única, mas também a polêmica que ela deflagrou (capítulo 3). O capítulo 4 dará um 'serviço' sobre o euro, descrevendo as novas cédulas e moedas e explicando o cálculo para a conversão. A conclusão fará um curto balanço sobre os três primeiros anos do euro no mercado financeiro, assim como tratará da eventual ampliação da UE e da Eurolândia para os países da Europa central e oriental.
1 Diva Benevides Pinho, 'Euro Versus Dólarà E o Real?'. Em: Informações Fipe, 221, 1999; p. 16.
2 Declarações tiradas de uma coletânea de textos de escritores europeus, na qual eles se despedem de suas antigas moedas nacionais: Uwe Wittstock (Hrg.), Ade, Ihr Schönen Scheine - Europäische Schriftsteller Nehmen Abschied von Ihren Währungen. München: Deutscher Taschenbuch Verlag, 2001; p. 23 e 57.
"O Euro"
Autor: Silvia Bittencourt
Assinar:
Postagens (Atom)
